A VINDA

 

Viveu várias vidas...

Em todas elas sofreu o jugo impiedoso de seus semelhantes,

mas jamais se revoltou.

Sentia uma piedade imensa de todos eles,

e tinha um desejo enorme de vê-los todos felizes,

sem rancores, sem guerras, sem ódios.

E com o decorrer dos séculos

essa semente de amor foi crescendo em seu coração,

foi tomando conta de todo o seu ser,

até que um dia tornou-se o próprio Amor.

Sua consciência integrou-se na Consciência Universal,

e o mundo passou centenas de anos sem o seu convívio físico.

 

No firmamento, astros e estrelas continuavam sua marcha,

e naquele pequeno planeta que por tantas vezes servira-lhe de lar,

os homens mergulhavam cada vez mais

nas trevas da ignorância.

A civilização  embrutecia-lhes os sentidos psíquicos,

e os desejos mundanos obscureciam-lhes a visão.

A humanidade caminhava em marcha lenta para o Caos.

 

Como ele, várias outras mentes preocupavam-se com o futuro dos homens.

Era necessário voltar mais uma vez a seu convívio físico,

auxiliá-los a vencer mais um degrau na escada da evolução.

 

E aquelas consciências que viviam para o Amor

em nome do Amor decidiram voltar

àquele pequeno planeta

que por tantas vezes servira-lhes de lar.

 

Aquele Ser consciente no Amor despediu-se de seus irmãos,

esperando tornar a vê-los num corpo físico,

num mundo material.

Estendeu os braços, mas não havia na Terra

quem alcançasse seu abraço.

 

Amou,

e seu Amor propagou-se pelo espaço

como uma onda sutil, cheia de Vida, cheia de Luz,

e alcançou dois corações que se amaram

com um amor jamais experimentado antes.

 

E quando esse amor alcançou a plenitude do êxtase,

foi gerada a semente que se transformaria num ser humano

que traria em si a Consciência do Amor Universal.

 

A Vinda - "O Grande Encontro" de Márcia Villas-Bôas
Viagem Interior: O Segredo dos Deuses
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